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segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

VISITA À CRIPTA DE OSSOS DA IGREJA SANTA MARIA DELLA CONCEZIONE EM ROMA!!


Por Bia Parra



Devo dizer que estou obcecada por Roma...

Na verdade eu e marido Edu temos uma predileção toda especial pela história, pela grandiosidade, pelo clima... pelos romanos!!! A atmosfera de Roma é singular e a cada vez que embarcamos para lá ficamos enlouquecidos atrás do que ainda não vimos ou ainda não conhecemos ou queremos nos aprofundar.

Na minha próxima visita não deixarei de conhecer a Igreja Santa Maria della Concezione ou Nossa Senhora da Conceição dos Capuchinhos.

Esta igreja foi encomendada pelo Papa Urbano VIII em 1626, pois seu irmão, o Cardeal Antonio Marcello Barberini era um frei da ordem dos capuchinos.

Mas o mais interessante da igreja, o que meus filhos vão adorar, tenho certeza, é a cripta que está localizada na parte de baixo da igreja. O irmão do Papa, Cardeal Antonio Barberini ordenou, em 1631, que os restos de milhares de freis Capuchinhos fossem exumados e transferidos para a cripta. Os ossos foram colocados ao longo das paredes e os freis começaram também a enterrar seus próprios mortos lá, bem como os corpos de Romanos pobres, cujas tumbas ficavam embaixo do chão da atual capela das Missas.

A cripta, ou ossário, contem agora os restos de 4.000 freis enterrados entre 1500-1870, é assustador e bastante original também... tenho certeza de Alexandre Macqueen ia se fartar com a quantidade de caveiras...

Moda a parte, esta prática para nós um pouco estranha, data de uma época na qual a Igreja Católica permitia enterros embaixo e dentro de igrejas. A cripta subterrânea é dividida em cinco capelas e os ossos são dispostos de forma elaborada, transformando o espaço e uma obra de arte um tantinho macabra. 

Alguns esqueletos estão intactos e ainda vestidos em hábitos franciscanos, de verdade é incrível!!

Uma placa em uma das capelas diz em três línguas: "O que você é agora, nós um dia fomos; o que somos agora, você será um dia", dizeres um pouco pitorescos, mas tenho certeza, na medida de jovens curiosos...

Mas há vários outros motivos para a visita. A igreja foi construída entre 1626 e 1631 e contem obras de artistas famosos como Guido Reni, Gherardo delle Notti, Mario Balassi, Lanfranco, Domenichino, Baccio Ciarpi, Sacchi, Rusconi, Andrea Camassei, Girolamo Muziano, Alessandro Turchi e Pietro da Cortona.

Vários autores renomados visitaram a cripta e deixaram por escrito suas impressões como o  O Marquês de Sade que a visitou em 1775 ou Mark Twain, no verão de 1867. 

Fica a dica para a próxima visita a Roma...
Um beijo e ótima semana.


terça-feira, 3 de janeiro de 2012

A RUSSIA E TODO O SEU GLAMOUR...

Por Bia Parra


Hoje venho declarar todo o meu amor pela Russia!!

Suas origens na diversidade étnica, sua cultural plural, sua peculiar característica geográfica e sua intensa história fazem com que a Russia seja intrigante, fascinante, envolvente.

Sua história de guerras e conflitos, imposições e revoluções fazem com esta nação rica e privilegiada tenha um conteúdo histórico único...visitar a Russia é passear pela história de um país que começou com os Eslavos do Leste enquanto um grupo reconhecido na Europa entre o séculos III e VIII. Fundada e dirigida por uma classe nobre de guerreiros Vikings e pelos seus descendentes, o primeiro Estado Eslavo do Leste, o Principado de Kiev, surgiu no século IX e adotou o Cristianismo Ortodoxo do Império Bizantino em 988, dando início à síntese das culturas Bizantina e Eslava que definiram a cultura Russa. Por volta do século XVIII, o país teve grande expansão através da conquista, anexação e exploração de territórios, tornando-se o grande Império Russo. Estabeleceu poder e influência em todo o mundo até ser o maior e principal estado constituinte da União Soviética (1922-1991), o primeiro e maior Estado socialista constitucional e reconhecido como uma superpotência, que desempenhou um papel decisivo na vitória aliada na Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

Atualmente, mais modernizada e democrática, a Russia ganha destaque no cenário mundial como uma nação respeitada por sua trajetória, um intrigante e maravilhoso destino de viagem.

Quem se lembra das lindas imagens de Dr. Jivago? Para os mais novos, é um filme “tem que ver”.

Estando lá, o que admirar...


Na arquitetura - Desde a cristianização do Principado de Kiev, por várias eras a arquitetura russa foi influenciada, principalmente, pela arquitetura bizantina. Além de fortificações (kremlins), os edifícios de pedra da antiga Rússia eram as igrejas ortodoxas, com suas cúpulas, muitas vezes, douradas ou pintadas. Aristóteles Fioravanti e outros arquitetos italianos do Renascimento trouxeram novas tendências para a Rússia no século XV, enquanto o século XVI viu o desenvolvimento das igrejas em forma de tenda como a Catedral de São Basílio - catedral ortodoxa russa erguida na Praça Vermelha em Moscou (entre 1555 e 1561) , tenho o prazer de vê-la todas as manhãs aqui na Afinal.
Já o século XVIII foi marcado pela preferência à arquitetura rococó. O reinado de Catarina, a Grande e seu neto, Alexandre I, viu o florescimento da arquitetura neoclássica, principalmente na então capital do país, a linda São Petersburgo, pessoalmente acho imperdível uma visita.


A segunda metade do século XIX foi dominada pelo estilo Neobizantino e pelo "Revival Russo". Os estilos predominantes do século XX foram os da Art Nouveau, do Construtivismo e da Arquitetura Stalinista. Atualmente um trabalho apurado de restauração está sendo feito para recuperação de prédios históricos.




Nas Artes – os Ballets Russos dispensam comentários pois influenciaram profundamente o desenvolvimento da dança no mundo inteiro ao preservar e aperfeiçoou as tradições do século XIX. As escolas de coreografia da União Soviética produziram muitas estrelas de renome internacional, como Maya Plisetskaya, Rudolf Nureyev e Mikhail Baryshnikov. O Balé Bolshoi, em Moscou, e o Balé Mariinsky, em São Petersburgo, tornaram-se famosos em todo o mundo, já até falamos aqui no blog.






Na Culinária - A culinária russa utiliza muitos peixes, aves, cogumelos, frutos e mel. As culturas de centeio, trigo, cevada e milho fornecem os ingredientes para vários tipos de pães, panquecas e cereais, bem como para kvas, cerveja e vodka. O pão de centeio é bastante popular na Rússia, em comparação com o resto do mundo. Saborosas sopas e guisados incluem borsch, shchi, ukha, solyanka e okroshka. Smetana (um creme azedo) é frequentemente adicionado a sopas e saladas. Pirozhki, blini e syrniki são tipos nativos de panquecas. Frango Kiev, pelmeni e shashlyk são populares pratos de carne, os dois últimos com origem nos tártaros e Cáucaso, respectivamente. Saladas incluem a salada russa, vinagrete e a Sel'd' Pod Shuboi.

Há muitos motivos para irmos para a Russia, muita beleza, muita elegância, muita história e muita educação...sinceramente eu me encanto cada vez que elaboro um roteiro para lá.

Por sinal, vou colocar uma possibilidade de viagem que gosto bastante de uma operadora parceira, a Intravel.

SÃO PETERSBURGO – 3 NOITES
O QUE VER: Museu Hermitage, uma das mais importantes pinacotecas do mundo, Fortaleza de São Pedro e São Paulo, visitar a residência de verão de Catarina a Grande (Pushkin).

MOSCOU - 3 NOITES
O QUE VER: A Praça Vermelha, a Catedral de São Basílio e o edifício dos grandes lojas“Gum”. l. Passear pelo famoso complexo amuralhado do Kremlin, antiga residência dos czares russos, à armada, um dos mais antigos museus na Rússia de arte decorativa aplicada, e à câmara do tesouro, única em seu gênero, mundialmente conhecida, que acolhe as melhores e as mais elegantes obras de arte decorativa russa e estrangeira dos séculos IV ao XX, a maioria das quais estreitamente relacionadas aos acontecimentos históricos mais importantes do país. A fundação do museu remonta ao século IV e a maior parte da coleção é composta por obras executadas entre os séculos XVI-XVII. É digna de mencionar a valiosa coleção de ouriversaria, objetos da vida cotidiana da corte czarista, utensílios de cerimônias eclesiásticas e testemunhos artísticos da dignidade real.

MOSCOU / VLADIMIR / SUZDAL – 1 NOITE
O QUE VER: O circuito do “Anel de Ouro“, passando pelas antigas cidades russas de Suzdal, Vladimir, Kostroma e Zagorsk, orgulhos da cultura russa pelo valor arquitetônico e artístico, além da beleza natural que as cerca. As terras de Vladimir e Suzdal desempenharam um importante papel na formação do antigo estado russo e oferecem uma beleza inesquecível: campos, bosques e alamedas que se perdem no horizonte. Essas paisagens estão presentes nos clássicos da literatura russa de Dostoievski, Tolstoi e Turgeniev.
Vladimir, fundada em 1108 por Wladimir I de Monomach, foi a capital da Rússia em meados do século XII. Dignas de nota são a porta de ferro, em sua dupla função de fortaleza e arco do triunfo, e a catedral da Assunção (século XII).

SUZDAL / KOSTROMA / YAROSLAVI – 1 NOITE
O QUE FAZER - Visitar o Kremlin (fortaleza) de Suzdal, com a Catedral da Natividade da Virgem e suas impressionantes cúpulas em forma de cebola, e a porta de ouro com a iconografia do século XVII. Seguir até Kostroma, situada na confluência dos rio Kostroma e Volga, fundada no século XII. Grandes atrações artísticas são o mosteiro de Ipatevski, o Palácio dos Romanov e a Catedral da Trindade.

YAROSLAVI / MOSCOU – 1 NOITE
Visitar a Yaroslav, uma das cidades mais antigas da Rússia, conhecendo a Catedral da Transfiguração do Salvador e a Igreja o profeta Elias, com a capela do Despojamento da Sagrada Vestidura. Ir até Sergiev Posad (Zagorsk), cidade famosa pelo seu conjunto arquitetônico da Trindade. Neste conjunto sacro se ergue a catedral da Assunção, conhecida por suas cúpulas azul celeste, que abrigam o sepulcro de Boris Gudonov, a igreja do Espírito Santo, o Palácio dos Czares, do século XVII.

Espero que gostem...

Um beijo e até amanhã

*Inspiração 1: Wikipédia
*Inspiração 2: Intravel Turismo

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

UMA OPÇÃO DE CARRO PELO NORTE IBÉRICO... LIBERDADE E LINDAS PAISAGENS!!!

Por Bia Parra



Nós aqui da Afinal temos uma grande parceira para locação de carro que adoramos, a Mobility.

Criada em maio de 2000, a Mobility foi a primeira empresa a reunir em um só lugar locação de carros, motocicletas, motorhomes, limousines e veículos Prestige – modelos conversíveis e esportivos de luxo. Firmaram parcerias com as principais locadoras de carros do mundo – Avis, Budget, Hertz, Europcar, Dollar, Alamo, Sixt, Elite e outras e por isso gostamos tanto de trabalhar com eles, o conceito é diferente.
Entre vários serviços, eles sugerem roteiros de carros que achamos beeeem legais. Escolhemos um para dividir com vocês.

ROTEIRO: NORTE IBÉRICO – 10 DIAS E UM TOTAL DE 1.970 KM.

Guimarães
Dia 1 Porto / Guimarães / Braga - 75km
Depois de ter conhecido bem Porto, o negócio é sair de carro para desbravar Portugal e suas estradas incríveis. Rume à Guimarães(está entre as 41 cidades citadas pelo jornal The New York Times como destino de viagem obrigatório em 2011). É que Guimarães será Capital Europeia da Cultura em 2012 e teve seu centro histórico declarado Patrimônio Mundial da Unesco há alguns anos. Ela merece: berço de Portugal, foi em Guimarães que D. Afonso Henriques venceu uma batalha contra os espanhóis em 1128 que levaria à formação do reino de Portugal. Restam construções dessa época, além de muitas outras dos século 15 (como o Palácio Ducal) ao 19 que merecem a visita. A vizinha Braga é ainda mais antiga – a cidade é a mais velha de Portugal, fundada pelos romanos como Bracara Augusta há mais de 2000 anos. Capital da região do Minho, a cidade é conhecida pelas receitas de bacalhau, servidas nos restaurantes locais , e pela forte cultura. Cheia de fontes, igrejas e palácios, Braga sedia o famoso Santuário de Bom Jesus do Monte, cuja escadaria do século 18 vale a subida.
Dica especial: Comer o famoso bacalhau de Braga (frito em azeite). Seguestão de restôs tradicionais:  Alexandre (Campo das Hortas, 10), que sempre tem um especial do dia fabuloso, e o vizinho Inácio, que, desde a década de 1930, preza pela adega bem recheada e pelas receitas tradicionais.

Vigo
Dia 2 Braga / Viana do Castelo / Vigo - 135 km
Antes de deixar Portugal para entrar em território espanhol, faça uma parada em Viana do Castelo, cidade conhecida pelas muitas festas típicas (quase todas de origem religiosas), não deixe de visitar o castelo Santiago da Barra, do século 16, e belas construções góticas no Paço do Concelho. Mas, se você estiver com pouco tempo, vá direto ao Miradouro de Santa Luzia para ter uma vista deslumbrante da região. De volta à rodovia N13, você deixará Portugal na localidade de Vila Nova Cerveira, entrando na cidade espanhola de Lovelle. Aproveite a paisagem cheia de curvas e chegue em Vigo no meio da tarde. Principal porto pesqueiro do Atlântico europeu, Vigo tem construções de várias épocas, sobretudo modernas, e guarda seu charme no bairro de Casco Velho. 

Santiago de Compostela
Dia 3 Vigo / Santiago de Compostela - 85 km
Saia bem cedo para aproveitar ao máximo as experiências de Santiago de Compostela. Ponto final de uma peregrinação que remonta aos tempos medievais, a cidade tem na sua Catedral a principal e hipnótica atração. É lá que ficam os restos e o suposto manto de Santiago , um dos apóstolos de Jesus Cristo. Construída entre 1075 e 1128, a catedral é o terceiro maior centro de peregrinação católica do mundo, perdendo apenas para Roma e Jerusalém .  Ao lado, o Parador de Los Reyes Católicos funciona hoje como um dos melhores hotéis do país – função que exerce desde o século 15, quando foi erguido como hospedaria para os peregrinos. Um jantar no parador é uma forma maravilhosa de encerrar a noite. 
A peregrinação
Para os europeus da Idade Média, o mundo acabava em Finisterre, um cabo no litoral espanhol (hoje sabe-se que o ponto mais ocidental do continente é o Cabo da Roca, em Portugal, e o mundo não acaba nele). A região virou ponto de peregrinação ainda no século 9, atraindo pessoas vindas da França, da Inglaterra e da Espanha para cumprir alguma promessa ou ritual no “fim do mundo”. No caminho, uma vila na Galícia ganhou fama entre os peregrinos por ter um túmulo onde estariam os restos de São Tiago, trazidos de Jerusalém logo após sua morte e ali depositados. No local, foi erguida a Catedral de Santiago de Compostela, e este passou a ser o ponto final da peregrinação pelas rotas medievais de peregrinos de toda a Europa.

Finesterre
Dia 4 Santiago de Compostela / Finisterre / Lugo - 190 km
Uma boa pedida para a manhã é desviar da rota e partir no sentido do oceano, até Finisterre, a 83 km de Santiago de Compostela. Essa mítica cidade é o ponto final dos peregrinos, o local onde eles devem terminar a viagem queimando as roupas que foram usadas no caminho . Depois, é hora de voltar no sentido do interior novamente para desbravar os caminhos da Galícia até Lugo, famosa pela muralha romana. Erguida há mais de 1.700 anos, ela permanece preservada (82 das 85 torres estão de pé) e enche a cidade de formas curvas. É possível subir nas construções para ver a cidade sob outro ângulo. Cidade cheia de boas praças e parques, Lugo convida ao descanso. É um bom local para provar receitas galegas, como as tripas cozidas (callos), carro-chefe do restaurante Verruga (Calle Cruz).
Notas do dia
Os caminhos de Santiago
São várias as rotas dos peregrinos até a catedral de Santiago de Compostela. Para ser considerado um peregrino que cumpriu o caminho, é preciso ter feito os últimos 100 quilômetros a pé ou os 200 finais a cavalo ou de bicicleta. Os caminhos são:
Caminho Francês – começa em Saint-Jean-Pied-de-Port, na França, entra na Espanha por Roncesvalles, nos Pireneus, e serpenteia por 800 km até Compostela. Este caminho se liga ao Caminho Aragonês, com saída em Somport e distância total de cerca de 980 quilômetros.
Caminho da Prata – seu início se dá em Sevilha (Espanha), passando por Chaves e Ourense, o que o torna o mais longo dos caminhos, com cerca de 1000 km. Pouco sinalizada, é também a rota mais difícil.
Caminho Primitivo - com saída em Castroverde, na Galícia, tem cerca de 140 km
Caminho do Norte - sai de Ribadeo, também na Galícia, e tem cerca de 220 quilômetros.
Caminho Português – tem vários traçados e a maior parte deles entroncam em Valença do Minho, de onde se estende por cerca de 130 quilômetros. Os mais usados são os caminhados que saem de Fátima, do Porto ou de Braga. 
Caminho Inglês – apesar do nome, começa dentro da Espanha mesmo, em Ferrol ou Coruña, e tem mais ou menos 120 km. É inglês porque, durante a Guerra dos Cem Anos (séculos 14/15), os britânicos precisavam passar por ele para não pisar na França.
Caminho de Finisterra – é a continuação do caminho após Compostela, chegando àquele que era considerado o fim do mundo terrestre pelos europeus da Idade Média.

Léon
Dia 5 Lugo / León - 220 km 
A viagem de pouco mais de duas horas entre Lugo e León deixa os terrenos da Galícia para entrar em Castela e Leão (ou Castilla y León). No caminho, uma parada em Villafranca del Bierzo, cidade medieval supercharmosa e de construções surpreendentes. Nessa cidade, a Catedral de Santiago, homônima da construção mais famosa da Compostela, é ponto de peregrinação do caminho e tem uma Puerta del Perdón do século 12 com larga história com os peregrinos. Outra parada deliciosa no caminho é Castrilo de Los Polvazares , cidade-berço da cultura maragata (dos tropeiros), a quase 50 km antes de chegar em León. Hoje uma pacata e bela cidade histórica, León tem monumentos à altura de seu passado: ela foi a capital de um poderoso império a partir do século 10, que decaiu depois de unir-se ao reino de Castela, no século 13. 
O elegantérrimo Parador de San Marcos, antiga hospedaria de peregrinos do século 16, recebe em meio a relíquias históricas. Para o jantar, reserve uma mesa no Vivaldi, restaurante dentro do Museo de Arte de Contemporâneo de Castilla y León que é indicado pelo Guide Michelin (com preços bastante razoáveis).

Bilbao
Dia 6 León / Bilbao - 360 km
Verdade seja dita, 15 anos atrás Bilbao não fazia parte de nenhuma recomendação turística. Cidade portuária e industrial, a capital da província de Biscaia ainda sofria com as ações do movimento separatista ETA. A virada começou com a construção do Museu Guggenheim, aberto em 1997. Repleto de obras do século 20 (Picasso, Warhol, Koonig e outros), ele ficou famoso pelas formas inusitadas criadas por Frank Gehry. Depois da mudança visual, Bilbao passou a atrair pela gastronomia. A cozinha basca, que mistura ingredientes do mar com sabores da terra de forma criativa, virou uma das coqueluches dos gourmets no começo do século 21. Um dos maiores nomes da cidade é Fernando Canales, do Extanobe. Vale a pena também pegar uma mesa do Bermeo, restaurante do Gran Hotel Ercilla.

Dia 7 Bilbao / San Sebástian - 100 km
Em pleno norte espanhol, entre cidades medievais e rotas peregrinas, San Sebástian fica na divisa com a França e brilha como um dos destinos de verão favoritos dos europeus. Suas praias de águas em azul intenso fornecem o badalado cenário diurno; o noturno fica nas muitas mesas estreladas da cidade: a cidade é a capital da gastronomia basca, que, junto com a invenções do catalão Ferrán Adriá, mudaram o panorama gourmet mundial na última década. A especialidade é a variedade de pintxos, a versão basca das tapas, com porções para comer usando os dedos. O grande nome da cidade é, sem dúvida, Juan Mari Arzak, que construiu seu atual restaurante na casa onde passou a infância. Reservar é fundamental. Vale a pena explorar sabores menos famosos de San Sebástian, sobretudo na Parte Vieja, onde ficam os bares. Vá ao La Cuchara de San Telmo, atrás do monastério, para provar aquilo que seu chef jovem e informal chama de alta cozinha em miniatura: as novidades basca sem pompa e circunstância. Uma ótima opção de hospedagem na cidade é o elegante Hotel Maria Cristina, todo em estilo belle-époque, que funciona desde 1912.

Burgos
Dia 8 San Sebástian / Burgos - 215 km
É bom acordar cedo para aproveitar o clima praiero de San Sebástian. Se estiver calor, vá para La Concha, a praia mais famosa da cidade, com uma ilhota no meio, se deleitar com o mar. A opção para quando o mar não está para banho é subir (com seu carro alugado, claro) o Monte Urgull, de onde se tem uma magnifíca vista do pedaço. No alto, há um castelo do século 16 e uma réplica (em pedra amarela) do Cristo Redentor brasileiro. A estrada que liga San Sebástian a Burgos tem pontos usados pelos peregrinos que vão a Compostela. É um caminho que sai das montanhas verdes e cheias de escapas e vai ficando mais plano e desértico conforme se aproxima de Burgos. A enorme catedral da cidade, terceira maior do país, é sua maior atração. Em estilo gótico, tem um belo portal de entrada e detalhes que valem muitas fotografias. Dentro da catedral fica o túmulo de El Cid , um dos grandes heróis clássicos da Espanha. A noite de Burgos é animadíssima, e começa bem tarde, só depois das 23h, nos arredores da catedral.
Notas do dia

Bragança
Dia 9 Burgos / Valladolid / Zamora / Miranda do Douro / Bragança - 330 km
Deixando Burgos no caminho de volta para Portugal, você irá cruzar por pequenas cidades importantes para a história da Espanha medieval, sobretudo do período da expulsão dos mouros à expansão para as Américas. Uma parada em Valladolid vai lhe introduzir a uma das cidades mais ricas da Espanha atual, movida pela indústria automobilística e outros negócios. Mas ela é também um ponto importante para a história, esplendorosa dos séculos 13 ao 17 (foi em Valladolid que os reis Fernando e Cristina se casaram no século 16 e onde Cristóvão Colombo morreu um tempo depois. Outra parada interessante é Zamora, uma joia do estilo romanesco com igrejas dos séculos 13 e 14. A reentrada em Portugal, pela cidade de Miranda do Douro, marca a fronteira também das tradições: fundada por romanos e tomada por vários povos, a cidade tem muitas festas típicas, inclusive de influência celta (com gaitas de fole e saias para homens). Descanse em Bragança, principal cidade da região de Trás-os-Montes.

Porto
Dia 10 Bragança / Chaves / Porto - 260 km
Perto da divisa com outros reinos, em uma época de disputas intensas, Bragança surgiu no século 12 já como cidade murada, com um castelo dentro. Não foi exclusividade local: muitas cidades da época foram erguidas assim em toda Europa, então dividida em pequenos reinos. Mas poucas permanecem tão preservadas quanto Bragança. Visite o Castelo, que possui uma Torre da Princesa como aquelas dos livros de contos de fadas. Antes de chegar ao Porto, faça um caminho mais longo e visite Chaves . O ponto final (e inicial) deste roteiro para fazer com um carro de aluguel é a segunda maior cidade portuguesa: o Porto deve grande parte de sua riqueza ao vinho encorpado que leva o nome da cidade. É ele que encerra ou pausa as fabulosas refeições servidas nos restaurantes locais. E é com ele que você pode brindar para se despedir com estilo.

Viram...sensacional né!!!

Se quiserem mais é só pedir, a Mobility tem várias opções como esta.

Um beijo e bom final de semana.


*Inspiração: http://www.mobility-online.com.br

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

A DESLUMBRANTE REGIÃO DA BOEMIA CENTRAL...

Por Bia Parra

Descolada, alternativa e nem tão turística, a região da Boemia Central é o destino ideal para quem quer conhecer a verdadeira Republica Tcheca.


A melhor forma de explorar o país é de carro descobrindo os segredos da região procurando alguns dos mais de dois mil castelos e palácios, como o castelo de Karlstejn, construído por Carlos IV, o fundador da Universidade de Praga, o castelo chegou a abrigar durante séculos as jóias da coroa real. Atualmente o castelo há muitas obras de pintura do séc.XIV.


Há cerca de 100 km do castelo, tem uma cidade medieval chamada Kutná Hora (algo como montanha de minerais) por conta de sua extensa atividade de extração de minérios, principalmente a prata. Rivalizou durante muito tempo em importância econômica, política e cultural com a atual capital do país, Praga.

Todo o esplendor dos tempos áureos está no Museu Tcheco da Prata onde pode ser feita uma visita à mina medieval de prata e também a ver contada a história de ascensão e queda de Kutná Hora.

Porém, é no centro histórico que é possível vivenciar o melhor dos anos dourados, um dos 12 locais tchecos que fazem parte do Patrimônio da Humanidade da UNESCO. Maravilhoso!!!

Visitas “tem que ir”....


Catedral gótica de Santa Bárbara, santa padroeira dos mineiros, a igreja começou a ser erguida em 1388 e só teve suas obras finalizadas em 1905.


Impressionante ossário encomendado pela família SCHWARZENBERG a um entalhador de madeira.  A solicitação referia o desejo de decorar a capela do séc.XIV com os esqueletos de aproximadamente quarenta mil pessoas que ali se encontravam sepultadas. Destaque para o enorme candelabro colocado no centro da nave que diz ter pelo menos um exemplar de cada osso humano.


Seguindo viagem, a menos de uma hora da capital Praga, no coração da lendária floresta de São Jorge chega-se em Mcley. Lugar escondidinho, dificinho de chagar (imagina as placas escritas em tcheco...e parar para perguntar então!!!) mas vale a pena o desafio. Imagina aquela vilazinha charmosa com poucas casas, mas que se tornou famosa em 1849 por supostas aparições da Virgem Maria. Desde o sec. XVII foi destino de importantes famílias nobres.












Atualmente o Chateau Mcely atrai turistas VIP que buscam beleza, sossego em estrutura eco-chic, com seus 23 apartamentos chiquérrimos, comida saudável, bibliotecas e salas de leitura, sauna e massagem terapêutica e passeios, comandados pelos proprietários Jim Cusumano (americano, descendente de sicilianos) sua mulher Inez (eslovaca).

A lendária Floresta de São Jorge estende-se pelo triângulo entre as cidades de Nymburk, Jicín e Mladá Boleslav, linda com bosques, lagos e caminhos de terra com clareiras e encontra-se Loucen, mais um pequeno vilarejo, porém com um lindo castelo do séc. XVIII. É possível fazer uma visita guiada com um “guia trajado de época”, (não sei se conseguiria me concentrar).
Mas quem vai até lá tem a expectativa de se deslumbrar pelos jardins do britânico Adrian Fischer, criador doa mais famosos labirintos contemporâneos.

Para dar uma relaxada depois de tanta “andança” um possível destino é Podedraby, cidade termal às margens do rio Elba, só para aqueles que querem 1 ou 2 dias de SPA mesmo!!
Se não é o seu caso, o melhor é seguir direto para Botanicus, uma imersão na Idade Média!!!
De maio a setembro os visitantes podem ter a experiência de convívio com artesãos, “ajudar” a fabricar sabão, folhas de papel ou velas. O projeto inclui jardins botânicos e uma linha de cosméticos orgânicos vendidos em lojas do mundo todo.


Por falar nisso minha sogra voltou de Praga há pouco tempo e me trouxe alguns cremes para rosto e mãos deliciosos, naturais e com embalagem mega retrô...linda!! Fica a dica para quem estiver por lá..
Beijo e até amanhã








*Inspiração: Volta ao Mundo nº 198


sexta-feira, 23 de setembro de 2011

ME APAIXONEI POR HONG KONG

Por Bia Parra



Recentemente fui a um treinamento especial de Hong Kong.

Vou ser muito sincera, não sabia muito sobre esta metrópole, mas é a mais perfeita tradução do mundo moderno!!!


Hong Kong na verdade é uma Região Administrativa Especial (RAE) da República Popular da China e uma ex-colônia do Império Britânico 1842 a 1997. Assim como Macau, Hong Kong possui um alto nível de autonomia, um sistema político separado e uma economia capitalista,  exceto para as questões de Estado como política externa e defesa nacional.

O país têm cerca de sete milhões de habitantes e um dos mais eficientes sistemas de transporte integrado, sabem aquele sonho de consumo aqui em SP? O bilhete único deles, além de funcionar (sempre) para o transporte, também serve para compra de ingressos em parques, compra de alimentos, lojas de conveniência...ai que invejinha!!!

E o sinal da internet...pega sempre!!!! Shoppings ...sinal free!!!

Wong Tai Sin

Centro financeiro









            







Hong Kong é pulsante e frenética, bem cosmopolita. O inglês é á língua oficial depois cantonês. O pais é intrigante, paradoxal, encontramos lado a lado o maior ícone da arquitetura moderna e exemplares de cultura milenar, não por acaso Hong Kong é conhecido como o local onde o Ocidente encontra o Oriente e isso faz todo o sentido. 
São mais de 600 templos de origem budista e taoista ao lado de enormes espigões espelhados...é incrível...sabem aquilo,tudo junto e misturado!!

Por isso tanto mistério mas também tanta identificação.

Chin Lin Nunery
Na ilha principal, encontra-se o que chamam de Central Hong Kong, o setor comercial. Há construções ocidentais como a igreja anglicana St John's Cathedral de 1849, a casa do Governo e o edifício do Conselho Legislativo. As ruas ainda têm bondes de dois andares do período colonial e mantém o ritual do chá das 5hs (herança deliciosa inglesa).  
Um monumento que recomendo em particular é o Chin Lin Nunery, com sua arquitetura da dinastia Tang, fica em Kowloon.A construção taoista Wong Tai Sin também, linda é o maior templo do pais.
Estando lá, se deixe envolver com os rituais das orações chinesas, suas melodias, seu aroma de incenso e viaje nesta cultura linda e milenar.


Dicas de Luxo:

Ficar no Ritz Carlton Hong Kong, hotel mais alto do mundo. Fica no 102° ao 118º andar do Centro Comercial Internacional, na estação Kowloon. Todos os quartos tem vista panorâmica para a cidade ou para o porto. O bar Ozone é muito bacana, considerado o bar mais alto do mundo, imaginem a vista!!!!






Ficar no Mandarin Oriental, com seus dez restaurantes e bares é uma badalação só. Experiência deliciosa...o hotel é lindo, as massagens são divinas..vale muito ficar lá.







Imperdível: Sinfonia das Luzes. Espetáculo de dança das luzes musicadas e refletidas sobre 44 predios da ilha de Hong Kong. Lindo, lindo!!

Para Brasileiros: Não é necessário o visto para permanência de até 90 dias, apenas o passaporte com validade mínima de 6 meses.

Um beijo e bom final de semana!! Até segunda!!!


Fonte: Host&Travel  - nº 45