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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

NOSSOS DIAS EM DRESDEN...

Por Bia Parra

Dresden entrou no nosso roteiro assim por acaso. Quando estava elaborando por onde iríamos pensei que gostaria de dar uma quebrada no trajeto de Praga para Berlim. Por outro lado também queria conhecer o que eles chamam de "Florença do Elba” e onde produzem deliciosos reslings, então depois de um pouco mais de aprofundamento, estava decidido, vamos para Dresden.




Dresden é uma cidade da Alemanha, capital do estado da Saxónia, localizada nas margens do rio Elba. Tem origem num povoado eslavo de nome Drezdane, que começou a ser germanizado no século XIII e tem uma longa história como capital e residência dos Reis da Saxónia com séculos de extraordinária cultura e esplendor artístico. Basta passear por suas ruas e se deslumbrar.



O controverso bombardeio militar efetuado durante a Segunda Guerra Mundial pelos aliados da Força Aérea Real (RAF) e a Força Aérea do Exército dos Estados Unidos da América (USAAF) entre 13 e 15 de fevereiro de 1945 foi terrível e injustificado, destruindo mais 39 quilômetros quadrados do centro da cidade e mudando o cenário da imponente Dresden. Mas esta não se rendeu e após a reunificação Alemã, tem sido um importante centro cultural politico e económico na parte Este da República Federal Alemã com vários investimentos na reconstrução e restauração dos diversos monumentos emblemáticos da memória da cidade.


De verdade eu e marido Edu ficamos encantados...

Foi nosso primeiro contato com a Alemanha e estávamos no meio de um turbilhão histórico cheio de referências monárquicas , resquícios dos horrores da Segunda Guerra e a liberdade recente da vida moderna.



Dresden é uma cidade para ser conhecida de bicicleta, esta é a melhor forma de se deslumbrar. Plana e super organizada, o transito é mega civilizado. As pessoas andam a pé ou correm nos parques o tempo todo. Por sinal o contraste de cores é algo incrível, ficamos embasbacados com a beleza do lugar.


O que ver: Os sonhos megalomaníacos do príncipe Augusto, O Forte, fizeram de Dresden uma das cidades mais charmosas de toda a Alemanha. Foi ele quem mandou erguer, nos séculos 17 e 18, alguns dos monumentos mais glamorosos da arquitetura germânica, como Dresden Zwinger ,um grande exemplo da arquitetura barroca alemã.


Tem que ver o Fauenkirche, Semper Ópera e o Palácio Real . É imperdível a Old Masters Gallery, uma das mais extensas coleções dos sécs. 15-18 de pinturas europeias e veja, por exemplo, Madona Sistina de Rafael, a Galeria Mestre Novo (apresentando pintores do século 19 e 20 e arte moderna), e O Green Vault, o maior tesouro de joias históricas da Europa.


Os restaurantes são ótimos e os serviços maravilhosos, todo mundo é muito amistoso. Não percam o Ven, restaurante estrelado Michelin, super badalado!!


Recomendo ficar no centro antigo, lá tem os melhores hotéis. Como não gosto muito de grandes redes, sugiro apenas dois hotéis 5*que são cool, charmosos e bem localizados para sair a pé e se deixar levar pela atmosfera da cidade. 

O primeiro com uma decoração mais tradicionais porem bem intimista, o Hotel Suitess zu Dresden (http://www.suitess-hotel.com/welcome.htmlé lindo!!!




O outro, Innside by Meliã (http://www.innside.com/de/index.html) é mega moderno e onde fica o charmosos restô que falei o VEN.

Adoooooro os cafés, em principal o Café & Restaurant Alte Meister e o Palais Bistro.




Adoramos também almoçar num restô de época a lá casarão antigo que é super bonito o Grand Café.

Super recomendamos Dresden, mais que tudo foi um momento de total deslumbre na historia...



Um beijo e até mais


quarta-feira, 24 de abril de 2013

MUSEU DO TRANSPORTE EM DRESDEN, UMA VIAGEM PELA EVOLUÇÃO DOS TRANSPORTES!!!


Por Bia Parra




Estou em momento de paixonite pela Alemanha!!!! Tudo lá me interessa muito.

O destino é ótimo para casal, família, amigos e até pra quem vai sozinho. Cheio de história contada de forma leve, divertida e interativa e exatamente por isso a minha escolha de hoje é o Museu do Transporte em Dresden em que o visitante é convidado a iniciar uma viagem – seja aérea, aquática ou terrestre – pelos 200 anos de evolução dos meios de transporte.

Há aproximadamente 400 anos, ainda havia neste local carruagens e cavalos. Desde 1956, a área onde ficava a então cavalaria da corte se transformou em sede do Museu do Transporte de Dresden. Ali é possível conhecer a mais antiga locomotiva a vapor alemã, do ano de 1861, e admirar o primeiro "caminhão da Alemanha com motor refrigerado a ar". Todos esses objetos servem para contar a história da mobilidade no mundo.

Entre as peças expostas há, por exemplo, o mais antigo aparelho voador do acervo: um planador a vela inventado por Otto Lilienthal no ano de 1894. As asas tinham a forma das de uma libélula, com uma envergadura imponente de aproximadamente sete metros.

O Museu de Dresden expõe em torno de 18 mil peças, espalhadas por uma área de mais de 5 mil metros quadrados. E aquilo que é estritamente proibido em diversos outros museus, aqui é permitido com prazer: tocar nos objetos. Os visitantes podem acionar hélices ou manobrar navios, tomando virtualmente o lugar de capitães marítimos. A interação é desejada pelo próprio museu, o que faz com que o local seja apreciado sobretudo por famílias com crianças.

"No futuro, a participação do visitante deverá ser mais destacada ainda", afirma Joachim Breuninger, diretor do museu. Recentemente foi criado, por exemplo, um espaço dedicado a experimentos, que leva o nome de "vivenciando o voo". Ali os visitantes podem, sobretudo as crianças, passar por diversas estações de aprendizado para entender como uma aeronave consegue voar. Ou também aprender através de jogos lúdicos quais exemplos da natureza foram tomados para o desenvolvimento de técnicas de voo.

Para Joachim Breuninger, é importante que o museu não se dedique somente à história da mobilidade, mas
acima de tudo ao futuro da tecnologia moderna de transportes, levando em conta também aspectos ecológicos. Um papel importante neste contexto é desempenhado pela ligação entre os tipos de veículos: o carro, o navio e o trem. Breuninger planeja uma exposição que abranja paralelamente todos os três meios de transporte.
 
Uma das seções prediletas do diretor do museu é a das locomotivas antigas. "Ali ainda é possível sentir a força. Ao contrário dos trens de alta tecnologia, é possível reconhecer como foram construídas", aponta Breuninger. A famosa locomotiva Saxônia, por exemplo, ainda se manteve em funcionamento até cerca de dois anos atrás. Tratava-se de uma réplica do original de 1838. Para uma locomotiva a vapor, ela era consideravelmente colorida, com tons em verde e vermelho que saltam aos olhos do visitante. "Mas tenho certeza de que as rodas, no passado, tinham outra cor", explica o diretor.

No museu, os originais que tiverem sido modificados em função do processo de restauração permanecem reconhecíveis para o visitante. Os vestígios do uso não são tampouco camuflados. Pois, afinal, o museu atrai pessoas que querem ver peças autênticas. Os rastros do passado da ex-Alemanha Oriental também estão presentes.

A coleção é composta sobretudo por veículos montados nos estados da Turíngia e Saxônia. Nos setores de construção ferroviária e automobilística, essas regiões da Alemanha foram pioneiras.

Entre os veículos expostos há, por exemplo, um Wartburg dos anos 1960, de cor laranja – um protótipo que causa a admiração de alguns visitantes. De linhas elegantes e sóbrias, com uma carroceria arredondada e muita cor, o Wartburg era um "projeto exemplar" da República Democrática Alemã (RDA), de regime comunista, produzido em Eisenach. Em meio à exposição o visitante fica sabendo, de passagem, que esse clássico da antiga Alemanha Oriental era, de fato, um modelo da BMW.


Em 1932, a BMW havia começado a fabricar carros em Eisenach. Após a divisão da Alemanha no pós-guerra, essa unidade de fabricação continuou em plena atividade, inclusive exportando veículos. Até que a BMW (na então Alemanha Ocidental) obrigou a fábrica de Eisenach a mudar de nome para EMW (Eisenacher Motorenwerke – Unidade Montadora de Eisenach). Essa, por sua vez, começou a produzir um modelo próprio, que foi chamado de Wartburg. Ou seja, uma ironia da história das duas Alemanhas.
 
Outro dos destaques do museu é uma mobilete SR1, de 1956. Nos tempos em que carros e ônibus eram raros, este era um meio de transporte apreciado. Embora a tecnologia de fabricação tenha mudado, muitos dos visitantes do museu, nem tão jovens, se lembram ainda desse veículo antigo.

Pessoal, acho que vale muito a visita...eu vou!!

Transport Museum Dresden
Augustusstrasse 1, 01067 
Dresden, Saxony, Alemanha
0351 8644 0


*Inspiração: UOL viagens  - Revisão: Roselaine Wandscheer